A aranha

Quando na fina, complicada teiaA mosca prende as asas rutilantes,E sente em cada pé uma cadeia,Que ao céu lhe furta os vôos iriantes,

Stringe... que quasi o ergástulo baqueia:Tempesteia, reluta alguns instantes:Porém de longe a aranha escura e feiaLhe alteia o muro, aos gritos lacerantes;

Stringe... revoa, cai: stringe, desataAs asas de esmeralda, e oiro, e prata,Como lutara uma águia emaranhada,

E Prometeu: mas cede à força estranha.Move-se então, caminha, chega a aranha.E, antes que a empolgue, pára inda aterrada.

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