A saída

O galo canta: o ar, que freme, é quente:Desce ruflando pelo vale o vento;Há no horizonte os rolos de uma enchenteDo mar, que invade e doira o firmamento.

Toca a sineta; vem saindo a genteDa senzala, num jorro sonolento:Depois da reza, a passo tardo e lento,Enxada ao ombro, dois a dois em frente,

Ao eito vão pelo carreiro aberto:O mato cheira, rumorejam ninhosNo cafezal, de branca flor coberto...

Há um grande chilrar de passarinhos...E enquanto o escravo vai... segue-o de pertoA risada da luz pelos caminhos...

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