As duas irmãs (I)

(Depois de uma leitura)

Poisou na vida, como poisariaPássaro a um galho preso a tronco inciso,Ou como pomba mal segura a um friso,Que o vento as penas brancas arrepia.

Sempre estava a tossir, e em febre ardia:Separá-la da irmã fez-se preciso;Porém esta, iludindo os pais, um diaFoi pôr-lhe um beijo no lugar do riso.

Acomodando com carícia e jeitoNa cama a doente, que adormecera, exorta,Nos tenros braços seus chegando-a ao peito.

E quando abriram de manhã a porta,E a alcova entrando, foram vê-la ao leito,Uma dormia e outra... estava morta...

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