As torrentes
Ao Dr. Joaquim de Pausa Sousa
Penedias, Briaréus a grandes traçosFeitos, e a golpes de cinzel gigantePelo escultor, que deixa nos espaçosOs pregos de oiro quente e chamejante
Das alpercatas, com que vai triunfanteCalcando, à noite, o azul a grandes passos,Sem um sinal de esforço no semblante,Levando os sóis debaixo dos seus braços...
De vossas rudes órbitas vazias,Sob os sulcos de alvar e bronca testa,Quem vos arranca as lágrimas sombrias?...
Quem vossa fronte enruga, escalva, cresta?— Eu, disse o sol, eu mordo as penedias;— Eu as faço chorar, disse a floresta.
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