Leão prisioneiro
Foi uma insídia: ela atirou-o ao ignavo,Amargo exílio, ergástulo de arame;Gritou-lhe embora: — Rei da força, brame;Darda-me os raios dos teus olhos, bravo.
Nada o exacerba; nada o irrita. — ExameCobarde sofre à juba, ao pelo flavo;Chumba-o a implacabilidade alvar do escravo,Quieto, calmo, sonolento, infame...
Como um vencido estúpido da sorte,Encheu-se de mudez e de sigilo,Que é outra morte, antes de vir a morte.
Desdenhoso, incolérico, tranqüilo,Guarda esse orgulho, púrpura do forte,Régio trapo que o envolve em tudo aquilo.
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