Nachgefühl

Oh! como eu te amei sempre!... Eu bem sabiaQue era meu coração tão nobre e rico,Que este velar por ti de noite e diaDava o amor fraternal, que te dedico.

Unir-te mais a mim tentei. — QueriaUm outro amor, e tudo sacrifico;Igualou teu desdém à cobardia:Quis um pouco de ti, sem nada fico.

Mas quando te sentires velha e gasta,Vendo que para a vida o oiro não basta,De mim te hás de lembrar, mas tarde então;

E talvez vás chorar-me, oculta, à porta,Quando eu for indo, como folha morta,Na torrente dos dias que se vão...

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