Nada mais
Não ter saudades desses tempos? Tenho.Davas o azul ao céu, o canto ao dia,Rir todo em mim o riso da alegria,Era, criança, o teu maior empenho.
Chorar em vão o que perdi não venho:Sou como a terra sáfara e baldia,Que não dá mais o que já deu, e criaO erval, que a invade, inútil e ferrenho.
Passou o vento, e não achou, passando,Mais rosais e mais pássaros na leira,Não teve a luz mais luz do olhar teu brando.
Por que seguir-te na fugaz carreira?Que hei de querer eu mais agora, quandoAtravessaste a minha vida inteira?
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