Paquita
Esta, que aí vês, de face desmaiada,Que inda está quente, que morreu agora,Por quem a pobre mãe soluça e choraE chora o pai, e que inda está deitada
Na mesma cama, em que sofreu, coitada!A febre grande, a febre, que devora,E vai sair por essa porta a fora,De anjo, como foi sempre, amortalhada;
Tinha no olhar profundo uma infinitaRecordação do céu, a que voltava:Foi sempre meiga, como foi bonita...
Ontem ria... eu a vi, quando chegava...O doce nome dela era Paquita...E a casa toda, em lágrimas, gritava...
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