Primeira audácia

De muitas vozes abafado grito;Labor no campo ao longe: — na antessalaA mãe stá como estátua de granito;E, como estátua, é gesto só, não fala.

Eu converso: — Este céu como é bonito!Que branco aroma o cafezal exala!Enquanto um galho ali colhido agitoContra vespa, que vai, vem, a azoiná-la.

A filha olha o ondulado espaço imensoBrandindo o leque, quando o inseto vinha:Cismo então: mas que cismo, e sinto, e penso?

Se um instante a pudesse ter sozinho!...E nisto o vento ao chão lhe pondo o lenço,Beijei-lhe, erguendo-o, a mão que nele tinha...

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