A' morte do Visconde d'Almeida Garrett
Poesias offerecidas ás senhoras Portuenses
Prostrados sobre a pedra do sepulchro,Lá foram um a um os vates todos,Eterno adeos dizer ao genio grande!Saudosos lhe deram ais, e pranto,Lagrimas, e por fim canto sentido;Temeram com razão, que lá no olvidio,Essa campa cahisse qual cahiuA do eximio cantor, o gran Camões!Quem podéra apóz uma ir desfolharOutra roza tambem n'outro jazigo!...Mas, oh dor! onde é elle? aonde existe?!!Qual é esse epitafio onde se lê:Aqui jaz um cantor, jaz um guerreiro!?
Será sim no teu tumulo, oh Garrett,Que sempre viverá essa memoria,D'um genio confundido com o teu!Exaltaste Camões durante a vida,Fazendo-o com a morte reviver!Quando ao tumulo teu se for chorar,E' forçoso colher duas saudados,Duas c'roas tecer de verde louro;A tua eil-a aqui; nos Céos a outraDarás ao teu Héróe, ao gran Camões!
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