Litteratura dos Contos populares em Portugal

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Reyne de Byrra todo su feresa,E las falsedades de Cadyna Dyna…

Que mudan discordias, consejos peoresQue Dina y Çadina con su lealdad… (ib. 119.)

Sea asno ó letrado por contradicionSegunt que del dixo la sabia raposa…

O Lobo e a Golpelha (Vulpecula)Fizeram uma conselha

Da pelle alheiaGrande corrêa.

D'estes privados non sei noellar…

Uns joglaresSus nobles falaresSoyam dizer…

Tanto vale cada um na praçaQuanto vale o que tem na caixa,

Tant as, tant vaux, et tant je t'aime,Tant comme j'eus, et tant valus,Et tant aimé et privés fus.

Vae logo as ilhas perdidas,No mar de penas ouvinhas,Traze trez fadas marinhasQue sejam mui escolhidas.

As nossas FadasIradas,Sam achegadasPor este fadar…

Porque no mundo mengou a Verdade,punhey hum dia de a hyr buscar,et hu per ela fui preguntardisserom todos — Alhur a buscade;cá de tal guisa se foy a perder,que non podemos en novas aver,nem já nom anda na yrmaydade.Nos moesteyros dos frades regradosa demandey, et disserom-m'assy:Non busquedes vós a Verdade aqui,cá muytos annos avemos passadosque non mor'en nosco, per boa fé,...............................................e d'al avemos maiores cuydados.E em Cistel, hu Verdade soiasempre morar, disserom-me que nommorava hy, havia gram sazom.

nem frade d'hy já nom a conhecia;nem o abade us'outrosy nom estar,sol nom queria que fosse y pousar,et anda já fora da abbadia.Em Santyago seend'albergadoem mha pousada, chegarom romeus;preguntey-os et disserom: Par deus,muyto levadel-o o caminho errado;ca se Verdade quiserdes acharoutro caminho conven a buscarcá num sabem aqui d'ela mandado.

Como diz o exemplo antigoQue não são eguaes os dedos.

Depois ledos tangedoresÁ meza ...........................Fizeram fortes rumores.

Ad mensam magni principisEst rumor unius bovis…

E folgam de ouvir novellasQue durem noites e dias.

É o segredo das canasdas orelhas do rei Mida.(Autos, p. 259.)

A Dita e a Formosura,Dizem patranhas antigas,Que pelejaram um dia,Sendo de antes mui amigas.

Dona atrevida,Doce na morteE agra na vida,

Quando eu a teus pés contava,Mentiroso historiador,Ora a do Caixão de vidro,Ora a das Cidras do Amor.

Quando os mesmos tenros annosA tua filha contar,Todos os dias vireiMeu officio exercitar.

Contando historias de FadasEm horas que o pae não vem,E c'o as pernas encruzadasSentado ao pé do meu bemLhe dobo as alvas meadas.(Ib., p. 262.)

São divertimento inutil,São as historias de fadas(Ib., p. 122.)

Comentarios

Cargando comentarios…