Com os Mortos
Os que amei, onde estão? Idos, dispersos,arrastados no giro dos tufões,Levados, como em sonho, entre visões,Na fuga, no ruir dos universos...
E eu mesmo, com os pés também imersosNa corrente e à mercê dos turbilhões,Só vejo espuma lívida, em cachões,E entre ela, aqui e ali, vultos submersos...
Mas se paro um momento, se consigoFechar os olhos, sinto-os a meu ladoDe novo, esses que amei vivem comigo,
Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,Juntos no antigo amor, no amor sagrado,Na comunhão ideal do eterno Bem.
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