Comunhão
Reprimirei meu pranto!... ConsideraQuantos, minh'alma, antes de nós vagaram,Quantos as mãos incertas levantaramSob este mesmo céu de luz austera!...
— Luz morta! amarga a própria primavera! —Mas seus pacientes corações lutaram,Crentes só por instinto, e se apoiaramNa obscura e heróica fé, que os retempera...
E sou eu mais do que eles? igual fadoMe prende á lei de ignotas multidões. —Seguirei meu caminho confiado,
Entre esses vultos mudos, mas amigos,Na humilde fé de obscuras gerações,Na comunhão dos nossos paes antigos.
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