Espectros
Espectros que velaes, emquanto a custoAdormeço um momento, e que inclinadosSobre os meus somnos curtos e cançadosMe encheis as noites de agonia e susto!...
De que me vale a mim ser puro e justo,E entre combates sempre renovadosDisputar dia a dia á mão dos FadosUma parcela do saber augusto,
Se a minh'alma ha-de ver, sobre si fitos,Sempre esses olhos tragicos, malditos!Se até dormindo, com angustia immensa,
Bem os sinto verter sobre o meu leito,Uma a uma verter sobre o meu peitoAs lagrimas geladas da descrença!
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