Jura
Pelas rugas da fronte que medita...Pelo olhar que interroga — e não vê nada...Pela miseria e pela mão geladaQue apaga a estrela que nossa alma fita...
Pelo estertor da chama que crepitaNo ultimo arranco d'uma luz minguada...Pelo grito feroz da abandonadaQue um momento de amante fez maldita...
Por quanto ha de fatal, que quanto ha mixtoDe sombra e de pavor sob uma lousa...Oh pomba meiga, pomba de esperança!
Eu t'o juro, menina, tenho vistoCousas terriveis — mas jamais vi cousaMais feroz do que um riso de criança!
Comments
Loading comments…