Mais luz!

Amem a noite os magros crapulosos,E os que sonham com virgens impossiveis,E os que inclinam, mudos e impassiveis,Á borda dos abysmos silenciosos...

Tu, lua, com teus raios vaporosos,Cobre-os, tapa-os e torna-os insensiveis,Tanto aos vicios crueis e inextinguiveis,Como aos longos cuidados dolorosos!

Eu amarei a santa madrugada,E o meio-dia, em vida refervendo,E a tarde rumorosa e repousada.

Viva e trabalhe em plena luz: depois,Seja-me dado ainda ver, morrendo,O claro sol, amigo dos heroes!

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