Das Unnennbare
Primaveras romanticas (1872) — Poesias diversas
Ó chimera, que passas embaladaNa onda de meus sonhos dolorosos,E róças c’os vestidos vaporososA minha fronte pallida e cançada!
Leva-te o ar da noite socegada...Pergunto em vão, com olhos anciosos,Que nome é que te dão os venturososNo teu paiz, mysteriosa fada!
Mas que destino o meu! e que luz baçaA d’esta aurora, igual á do sol posto,Onde só nuvem pallida esvoaça!
Que nem a noite uma illusão consinta!Que só de longe e em sonhos te presinta...E nem em sonhos possa vêr-te o rosto!
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