Logos
Sonetos
Tu, que eu não vejo, e estás ao pé de mimE o que é mais, dentro em mim — que me rodeiasCom um nimbo de afectos e de ideias,Que são o meu principio, meio e fim...
Que extranho ser és tu (se és ser) que assimMe arrebatas comtigo e me passeiasEm regiões inominadas, cheiasDe incanto e de pavor... de não e sim...
És um reflexo apenas da minha alma,E em vez de te encarar com fronte calmaSobresalto-me ao vêr-te, e tremo e exoro-te...
Falo-te, calas... calo, e vens atento...És um pai, um irmão, e é um tormentoTer-te a meu lado... és um tyranno, e adoro-te!
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