Mors liberatrix
Sonetos
Na tua mão, sombrio cavalleiro,Cavaleiro vestido de armas prêtas,Brilha uma espada, feita de comêtas,Que rasga a escuridão, como um luzeiro.
Caminhas no teu curso aventureiro,Todo involto na noite que projectas...Só o gladio de luz com fulvas bétasEmerge do sinistro nevoeiro.
— «Se esta espada que empunho é coruscante,(Responde o negro cavalleiro-andante)É porque esta é a espada da Verdade.
Firo, mas salvo... Prostro e desbarato,Mas consólo... Subverto, mas resgato...E, sendo a Morte, sou a Liberdade.»
Comments
Loading comments…