No turbilhão

Sonetos

No meu sonho desfilam as visões,Espectros dos meus proprios pensamentos,Como um bando levado pelos ventos,Arrebatado em vastos turbilhões...

Numa espiral, de estranhas contorsões,E donde sáem gritos e lamentos,Vejo-os passar, em grupos nevoentos,Distingo-lhes, a espaços, as feições...

— Fantasmas de mim mesmo e da minha alma,Que me fitaes com formidavel calma,Levados na onda turva do escarceo,

Quem sois vós, meus irmãos e meus algozes?Quem sois, visões miserrimas e atrozes?Ai de mim! ai de mim! e quem sou eu?!...

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