Tormanto do Ideal
Conheci a Beleza que não morreE fiquei triste. Como quem da serraMais alta que haja, olhando aos pés a terraE o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,
Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre:Assim eu vi o mundo e o que ele encerraPerder a côr, bem como a nuvem que erraAo pôr do sol e sobre o mar discorre.
Pedindo à fórma, em vão, a idea pura,Tropéço, em sombras, na materia dura.E encontro a imperfeição de quanto existe.
Recebi o baptismo dos poetas,E assentado entre as fórmas incompletasPara sempre fiquei palido e triste.
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