Escravocratas
Oh! trânsfugas do bem que sob o manto régioManhosos, agachados — bem como um crocodilo,Viveis sensualmente à luz dum privilégioNa pose bestial dum cágado tranqüilo.
Eu rio-me de vós e cravo-vos as setasArdentes do olhar — formando uma vergastaDos raios mil do sol, das iras dos poetas,E vibro-vos a espinha — enquanto o grande basta
O basta gigantesco, imenso, extraordinário —Da branca consciência — o rútilo sacrárioNo tímpano do ouvido — audaz me não soar.
Eu quero em rude verso altivo adamastórico,Vermelho, colossal, d'estrépito, gongórico,Castrar-vos como um touro — ouvindo-vos urrar!
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