Frutas e Flores
Laranjas e morangos — quanto às frutas,Quanto às flores, porém, ah! quanto às flores,Trago-te dálias rubras, d'essas coresDas brilhantes auroras impolutas.
Venho de ouvir as misteriosas lutasDo mar chorando lágrimas de amores;Isto é, venho de estar entre os verdoresDe um sítio cheio de asperezas brutas,
Mas onde as almas — pássaros que voam —Vivem sorrindo às músicas que ecoamDos campos livres na rural pobreza.
Trago-te frutas, flores, só apenas,Porque não pude, irmã das açucenas,Trazer-te o mar e toda a natureza!
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