Gloriosa
A Araújo Figueredo
Pomba! dos céus me dizes que vieste,Toda c’roada de astros e de rosas,Mas há regiões mais que essas luminosas.Não, tu não vens da região celeste
Há um outro esplendor em tua veste,Uma outra luz nas tranças primorosas,Outra harmonia em teu olhar — maviosasCousas em ti que tu nunca tiveste.
Não, tu não vens das célicas planuras,Do Éden que ri e canta nas alturasComo essa voz que dos teus lábios tomba.
Vens de mais longe, vens doutras paragens,Vens doutros céus de místicas celagens,Sim, vens de sóis e das auroras, pomba.
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