Impassível
Teu coração de mármore não amaNem um dia sequer, nem um só dia.Essa inclemente natureza friaJamais na luz dos astros se derrama.
Mares e céus, a imensidade clamaPor esse olhar d'estrelas e harmonia,Sem uma névoa de melancolia,Do amor nas pompas e na vida chama.
A Imensidade nunca mais quer vê-lo,Indiferente às comoções, de geloAo mar, ao sol, aos roseirais de aromas.
Ama com o teu olhar, que a tudo encantas,Ou se antes de pedra, como as santas,Mudas e tristes dentro das redomas.
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