Invulnerável

Quando dos carnavais da raça humanaForem caindo as máscaras grotescasE as atitudes mais funambulescasSe desfizerem no feroz Nirvana;

Quando tudo ruir na febre insana,Nas vertigens bizarras, pitorescasDe um mundo de emoções carnavalescasQue ri da Fé profunda e soberana,

Vendo passar a lúgubre, funéreaGaleria sinistra da Miséria,Com as máscaras do rosto descoladas,

Tu que és o deus, o deus invulnerável,Reseiste a tudo e fica formidável,No Silêncio das nooites estreladas!

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