Magnólia dos Trópicos

A Araújo Figueredo

Com as rosas e o luar, os sonhos e as neblinas,Ó magnólia de luz, cotovia dos mares,Formaram-te talvez os brancos nenúfaresDa tua carne ideal, de correções felinas.

O teu colo pagão de virgens curvas finasÉ o mais imaculado e flóreo dos altares,Donde eu vejo elevar-se eternamente aos aresViáticos de amor e preces diamantinas.

Abre, pois, para mim os teus braços de sedaE do verso através a límpida alamedaOnde há frescura e sombra e sol e murmurejo;

Vem! com a asa de um beijo a boca palpitando,No alvoroço febril de um pássaro cantando,Vem dar-me a extrema-unção do teu amor num beijo.

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