Manhã

Alta alvorada. — Os últimos nevoeirosA luz que nasce levemente espalha;Move-se o bosque, a selva que farfalhaCheia da vida dos clarões primeiros.

Da passarada os vôos condoreiros,Os cantos e o ar que as árvores ramalhaLembram combate, estrídula batalhaDe elementos contrários e altaneiros.

Vozes, trinados, vibrações, rumoresCrescem, vão se fundindo aos esplendoresDa luz que jorra de invisível taça.

E como um rei num galeão do OrienteO sol põe-se a tocar bizarramenteFanfarras marciais, trompas de caça.

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