Mudez perversa

Que mudez infernal teus lábios cerraQue ficas vago, para mim olhando,Na atitude de pedra, concentrandoNo entanto, n'alma, convulsões de guerra!

A mim tal fel essa mudez encerra,Tais demônios revéis a estão forjandoQue antes te visse morto, desabandoSobre o teu corpo grossas pás de terra.

Não te quisera nesse atroz e sumoMutismo horrível que não gera nada,Que não diz nada, não tem fundo e rumo.

Mutismo de tal dor desesperada,Que quando o vou medir com o estranho prumoDa alma fico com a alma alucinada!

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