Presa do ódio
Da tu'alma na funda galeriaDescendo às vezes, eu às vezes sintoQue como o mais feroz lobo famintoTeu ódio baixo de alcatéia espia.
Do Desespero a noite cava e fria,De boêmias vis o pérfido absintoPôs no teu ser um negro labirinto,Desencadeou sinistra ventania.
Desencadeou a ventania rouca,surda, tremenda, desvairada, louca,Que a tu'alma abalou de lado a lado.
Que te infalamou de cóleras supremase deixou-te nas trágicas algemasDo teu ódio sangrento acorrentado!
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