Prodígio!
Como o Rei Lear não sentes a tormentaQue te desaba na fatal cabeça!(Que o céu d'estrelas todo resplandeça.)A tua alma, na Dor, mais nobre aumenta.
A Desventura mais sanguinolentaSobre os teus ombros impiedosa desça,Seja a treva mais funda e mais espessa,Todo o teu ser em músicas rebenta.
Em músicas e em flores infinitasDe aromas e de formas esquisitasE de um mistério singular, nevoento...
Ah! só da Dor o alto farol supremoConsegue iluminar, de extremo a extremo,o estranho mar genial do Sentimento!
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