Antemanhã

O mostrengo que está no rim do marVeio das trevas a procurarA madrugada do novo dia,Do novo dia sem acabar;E disse, «Quem é que dorme a lembrarQue desvendou o Segundo Mundo,Nem o Terceiro quer desvendar?»

E o som na treva de elle rodarFaz mau o somno, triste o sonhar.Rodou e foi-se o mostrengo servoQue seu senhor veio aqui buscar.Que veio aqui seu senhor chamar —Chamar Aquelle que está dormindoE foi outrora Senhor do Mar.

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