Occidente
Com duas mãos — o Acto e o Destino —Desvendámos. No mesmo gesto, ao céuUma ergue o facho tremulo e divinoE a outra afasta o véu.
Fosse a hora que haver ou a que haviaA mão que ao Occidente o véu rasgou,Foi alma a Sciencia e corpo a OusadiaDa mão que desvendou.
Fosse Acaso, ou Vontade, ou TemporalA mão que ergueu o facho que luziu,Foi Deus a alma e o corpo PortugalDa mão que o conduziu.
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