He hum não querer mais que bem querer; (Camões) VI
Falo de ti às pedras das estradas,E ao sol que é loiro como o teu olhar,Falo ao rio, que desdobra a faiscar,Vestidos de Princesas e de Fadas;
Falo às gaivotas de asas desdobradas,Lembrando lenços brancos a acenar,E aos mastros que apunhalam o luarNa solidão das noites consteladas;
Digo os anseios, os sonhos, os desejosDonde a tua alma, tonta de vitóriaLevanta ao céu a torre dos meus beijos!
E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,Sobre os brocados fúlgidos da glória,São astros que me tombam do regaço!
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