Que Importa?...

Eu era a desdenhosa, a indif'rente.Nunca sentira em mim o coraçãoBater em violências de paixãoComo bate no peito à outra gente.

Agora, olhas-me tu altivamente,Sem sombra de Desejo ou de emoção,Enquanto a asa loira da ilusãoDentro em mim se desdobra a um sol nascente.

Minh'alma, a pedra, transformou-se em fonte;Como nascida em carinhoso monteToda ela é riso, e é frescura, e graça!

Nela refresca a boca um só instante...Que importa?... Se o cansado viandanteBebe em todas as fontes... quando passa?...

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