A Noite
Marmores (1895)
Um vento fresco e suave entre os pinhaes murmura.A Noite, aos hombros solta a desgrenhada coma,No seu plaustro de crepe, entre as nuvens assoma...Tornam-se o campo e o céo de uma côr mais escura.
Um novo aspecto em tudo. Um novo e bom aromaDe láthyros exhala a amplissima verdura.Num hausto longo, a Noite, aos ares a frescuraDoce, entre-abrindo a flôr dos negros labios, toma...
Por valles e rechans caminha, passo a passo,Attento o ouvido, á escuta... E no seu plaustro enorme,Cujo rumor desperta a placidez do espaço,
Á encantada região das estrellas se eleva...E, ao ver que dorme o espaço e o mundo inteiro dorme,Volve, quieta, de novo, á habitação da treva...
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