Aurora

Marmores (1895)

Mensageira da luz, a briza corre. A AuroraDo seu leito real de tyro se levanta.Toda a campina acorda em festa. Cada plantaMostra o sorriso ideal da matutina Flora.

Um cheiro doce e fresco a verdura evapora.A araponga, afinando a matinal garganta,Grita; um passaro geme; a patativa canta...Todo o campo é uma orchestra harmonica e sonora.

Vara o diaphano véo da alvissima neblinaUma setta de sol. E a floresta, a campina,Ainda cheias da luz de um pallido arrebol,

Descortinam-se... E em pouco, a campina, a floresta,Cheias do riso bom da natureza em festa,Palpitam sob a luz fecundante do sol.

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