D. Alda

Marmores (1895) — Ballada

Hoje D. Alda madrugou. A’s costasSolta a opulenta cabelleira de ouro,Nos labios um sorriso de alegria,Vae passear ao jardim; as flores, postasEm longa fila, alegremente, em coro,Saudam-n’a: „Bom dia!“D. Alda segue... Segue-a uma andorinha;Com seus raios de luz o sol a banha;E D. Alda caminha...Uma porção de folhas a acompanha...

Caminha... Como um fulgido brilhante,O seu olhar fulgura.Mas — que cruel! — ao dar um passo adeante,Emquanto a barra do roupão sofralda,Pisa um cravo gentil de lactea alvura!

E este, sob os seus pés, inda murmura:„Obrigado, D. Alda.“

Comments

Loading comments…