No boudoir
Marmores (1895) — Ballada
Aguarda o jovem conde ha quasi uma hora,Mudo, a agradavel occasião de vel-a.A canto do boudoir, altiva e bella,Está sentada a viscondessa Aurora.
Entre e murmura: „Que brilhante estrella!Vou confessar-lhe o meu amor agora...“Depois, approximando-se: „Senhora,Tenho muito prazer em conhecel-a...“
E segreda baixinho: „Viscondessa,E’ por Vossa Excellencia que deliro...“E ella, soerguendo, timida, a cabeça,
Fita-o, sorrindo, nada lhe responde...Solta apenas um tremulo suspiroAo ver os olhos do formoso conde.
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