A rosa dos bosques

Andava um caçador, ao sol do meio dia,Alva corsa á seguir, que rapida fugiaPor entre um matagal ;Ao longe elle avistou vermelha e linda roza,Que excedendo a manhã na rubra côr mimosaS rria festival.

«Seràs minha !» bradou, e já largandoArco e flecha no chão,Vai em busca da flor ;—ella corandoFez-se então mais vermelha,Como se acaso abelhaO caçador lhe fosse, ou um zangão.

Eis passa-lhe pertoA corça á correr ;E o moço inexpertoAlli no desertoDeixou de acolher.

Mas voltando atraz agoraSeu arco e flecha apanhou ;Procura a flor que o enamora,E de longe assim fallou :

«Já que perdi minha corça,Uma rosa hei de apanhar ;Levar-te-hei mesmo a força,Que bem sei me has de picar.»

E para a flor se encaminha,Correndo alegre e infantil :«Roza! roza! serás minha !»Era a rosa India gentil.

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