É a hora em que d’entre as ramagens

Translated from English by Álvares de Azevedo

É a hora em que d’entre as ramagensRouxinóes cantão nenias sentidas;É a hora em que juras de amoresSerão doces nas vozes tremidas,

E auras brandas e as agoas visinhasMurmurião no ouvido silente;Cada flor â noitinha de leveCom o orvalho se inclina tremente;

E se encontrão nos céos as estrellas,Sâo as agoas d’azul mais escuro,Tem mais negras as côres as folhas,Desse escuro o céo vai-se envolvendoDocemente tão negro e tão puroQue o dia acompanha — nas nuvens morrendo,Qual finda o crepusculo — a lua nascendo.

Comments

Loading comments…