Á hora do almoço

Pelo sapé furado da palhoçaMilhões de astros agarram-se luzindo;O pai, há muito, madrugou na roça:A mãe prepara o almoço. — O sol é lindo.

Canta a cigarra; o porco cheira; engrossaO fumo dos tições; — anda zunindoÀ porta um maribondo; e fazem troçaAs crianças com um ramo o perseguindo.

Correm, chilram, vozeiam, tropeçandoNum velho pote; — a mãe, zangada, ralha,A avó lhes lança o olhar inquieto e brando.

No chão um galo ajunta o milho e o espalha,Enquanto a um canto, as penas arrufando,Põe a galinha num jacá de palha.

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