Alegre depois de morta
Um dia ouvi-lhe a voz chorar... Não tomeO caso alguém por uma vã quimera:Em cada som a lágrima sincera,E em cada frase um pranto... Isso espantou-me.
Ela até ali não fora assim... não era...E há dor que esta mulher altiva dome?Mostrá-la a dedo aos séculos quisera,Mas por piedade guardarei seu nome.
Que houve então?... Menos triste agora a vejo,Vestes de virgem, quasi a rir-se ainda:Tem parco, mas tristíssimo cortejo.
Na face, que assim mesmo em morta é linda,Leva fundo os sinais de um beijo... o beijoLargo da boca azul da noite infinda...
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