Cio

Não ouças, não, o soluçar do cheiroDos lírios brancos, dos rosais florentes...Que te não fale ao ouvido o jasmineiro...No vale Pã e os Sátiros não sentes?...

Olha. É cada perfume um mensageiro,Que te enlaça nas asas transparentes:Cantam teu nome os troncos e as correntes,Dançando aos sons de um colossal pandeiro!...

Com junquilhos gentis prende-te os pulsosEros, morde-te estranho calafrio,Antes carícia, o flanco, e aos seus impulsos

Verás irada a natureza em cio,E os deuses desgrenhados e convulsosBeijando em choro as Náiades do rio!...

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