Iras de Anarda castigadas

Do cego Deus, Anarda, compelidoVejo teu rosto, e digo meu tormento;Digo para favor do sentimento,Vejo para recreio do sentido;

As rosas de teu rosto desabrido,De teus olhos o esquivo luzimento;Este fulmina logo o raio isentoEstas espinham logo ao Deus Cupido.

Porém para experiências amorosas,Quando de amor as ânsias atropelas,As perfeições se mudam deslustrosas:

Porque tomando amor vingança delas,Nos rigores te afeia as lindas rosas,Nas iras te escurece as luzes belas.

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