Lacre atrevido a ũa mão de Anarda
Quando a tanta neve puraLiquida-se ardor luzenteSolicita o centro ardenteNessa ardente fermosura;Oh como nele se apura,Para que explique meu rogoDe meu pranto o desafogo!Pois quando o lacre se adverte,Lágrimas de fogo verte,Verto lágrimas de fogo.
IIPorém com vário rigorEssa chama lagrimosa,Ardendo na mão formosa,Queima da neve o candor:Mas em teu peito, que AmorNunca o transforma, sujeito,Logra meu pranto outro efeito;Pois quando padeço tanto,Estilo o fogo do pranto,Não queimo a neve do peito.
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