Ponderação do rosto, e olhos de Anarda

Quando vejo de Anarda o rosto amado,Vejo ao Céu, e ao jardim ser parecido;Porque no assombro do primor luzidoTem o Sol em seus olhos duplicado.

Nas faces considero equivocadoDe açucenas, e rosas o vestido;Porque se vê nas faces reduzidoTodo o Império de Flora venerado.

Nos olhos, e nas faces mais galhardaAo Céu prefere quando inflama os raios,E prefere ao jardim, se as flores guarda:

Enfim dando ao jardim, e ao Céu desmaios,O Céu ostenta um Sol; dois sóis Anarda,Um Maio o jardim logra; ela dois Maios.

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