Sai o Sol dos crepúsculos do Oriente

À morte da senhora Rainha Dona MariaSofia Isabel, aliviada com a vida dossenhores príncipes, e infantes

Sai o Sol dos crepúsculos do Oriente,E começando em lúcidos ensaios,Representa depois ardentes raiosNo teatro do Pólo refulgente.

Chega depois ao Ocaso, e quando sente(Bem que a seu resplandor floresçam Maios)Na vida, que ostentou, mortais desmaios,Os Astros ficam pelo Sol ausente.

Assim também alívios semelhantesDeixa este Sol aos olhos nunca enxutosDos corações dos Lusos sempre amantes:

Porque nos deixa, sendo noite os lutos,Nas Régias prendas Astros rutilantes,Que sejam de seus raios substitutos.

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