Sono pouco permanente

Quando, Anarda, o sono brandoQuer suspender meus tormentos,Condenando os sentimentos,Os desvelos embargando;Dura pouco, porque quandoCuido que em belo arrebolEstou vendo teu farol,Foge o sono à cova fria;Porque lhe amanhece o dia,Porque lhe aparece o Sol.

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