A Casa

Vê como as aves têm, debaixo d’asa,O filho implume, no calor do ninho!...Deves amar, criança,a tua casa!Ama o calor do maternal carinho!

Dentro da casa em que nasceste és tudo...Como tudo é feliz, no fim do dia,Quando voltas das aulas e do estudo!Volta, quando tu voltas, a alegria!

Aqui deves entrar como num templo,Com a alma pura, e o coração sem susto:Aqui recebes da Virtude o exemplo,Aqui aprendes a ser meigo e justo.

Ama esta casa! Pede a deus que a guarde,Pede a Deus que a proteja eternamente!Porque talvez, em lágrimas, mais tarde,Te vejas, triste, d’esta casa ausente...

E, já homem, já velho e fatigado,Te lembrarás da casa que perdeste,E hás de chorar, lembrando o teu passado...— Ama, criança, a casa em que nasceste!

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